O que os números do Brasileirão dizem
quando ninguém edita o replay
Mais de 3.400 jogos da Série A (2015–2023) e ~950 da era recente (2024–26), com efeito fixo de clube, adversário, ano e árbitro — o árbitro identificado em 100% das partidas. Nada aqui analisa lance individual: medimos padrões agregados, com pré-registro e teste adversarial.
A torcida apita
Com público, o mandante leva 11% menos cartão pela mesma falta. Sem público (665 jogos na pandemia), o viés desliga: 0,89 → 0,99.
Estudo 7O relógio do cartão
O visitante leva o 1º amarelo 3,8 min antes e passa +16,8% do tempo pendurado. A súmula termina empatada mais que o acaso — o empate esconde o timing.
Varredura macroQuem está por cima, quem está por baixo
8 métricas × 2 eras × todos os clubes. Onde há sinal (faltas, cartão por falta) e onde há só ruído (vermelhos).
Auditoria internaO teste adversarial
Um agente "conspiracionista" contra dois verificadores. O que sobreviveu: o embargo de escala e a mesma falta com sentença diferente.
ExploratórioPlacares apertados
Empates e jogos de um gol — e por que condicionar no placar final cria fantasmas estatísticos.
MétodoPré-registros
Hipóteses declaradas antes do resultado, com hash SHA-256 de cada arquivo.
Resultados-âncora (todos com ano e fonte)
| Achado | Número | Período | Robustez |
|---|---|---|---|
| Faltas do mandante vs visitante | IRR 1,0004 (p=0,96) | 2015–2023 | empate perfeito |
| Cartão amarelo por falta, mandante | IRR 0,903 (p=10⁻¹⁴) | 2015–2023 | FE clube+adv+ano+árbitro |
| Vermelho, mandante | IRR 0,708 (p=2×10⁻⁷) | 2015–2023 | idem |
| Sem público | 0,985 (p=0,63) · interação p=0,002 | ago/2020–out/2021 | reproduzido do zero |
| 1º amarelo do visitante | −3,8 min (p=6×10⁻¹³) | 2015–2023 | pareado na mesma partida |
| Súmula mais empatada que o acaso | z = −9,9 a −4,0 | 2015–2023 | null com pares travados |
| Apito segue a posição do ADVERSÁRIO na tabela | IRR 0,930/10 pos (p<10⁻⁴) | 2015–2023 | dentro do clube-temporada |