Erros ficam públicos

Erratas

Cada erro encontrado no processo, quem encontrou e o que mudou. Se um dia esta página parar de crescer, desconfie.

E-03 · O travessão que apagou 754 partidas bug de dados

O que era: o banco de árbitros grafava três clubes com travessão tipográfico (–) em vez de hífen (-): América–MG, Athletico–PR, Botafogo–RJ. Nossa normalização ASCII descartava o caractere, e 754 partidas ficavam invisíveis em todo cruzamento por árbitro — esses clubes apareciam com "árbitro desconhecido" em 100% dos jogos.

Quem achou: o agente "conspiracionista" do teste adversarial, procurando exatamente por clubes tratados de forma diferente. Ironia registrada.

Efeito nos resultados já publicados: ≈ zero — o efeito fixo de árbitro era absorvido dentro da partida. Mas toda análise nova usa a base corrigida (cobertura de árbitro: 76,8% → 100%).

E-02 · Janeiro pertence à temporada anterior bug de dados

O que era: cruzávamos árbitro por ano civil. 112 jogos da temporada 2020, disputados em jan–fev/2021 por causa da pandemia, buscavam o árbitro no ano errado — 69 atribuições incorretas.

Quem achou: o verificador independente, reproduzindo a correção E-03 do zero.

Correção: jogos de janeiro e fevereiro pertencem à temporada do ano anterior. Aplicado em toda a base.

E-01 · "Decisões do VAR" não medem favorecimento erro de método

O que era: chegamos a contar intervenções do VAR por clube como métrica de favorecimento. Está errado: a contagem não diz se a decisão foi correta, e o time que ataca mais gera mais lances revisáveis. Matamos a métrica e ela é proibida no canal.

Limitações conhecidas (não são bugs)

Condicionar no placar final cria viés de colisor — os estudos de "jogos apertados" são exploratórios por isso. Controlar por pontos ao estimar viés é potencialmente circular quando o próprio apito afeta os pontos: apresentamos as duas versões (bruta e residualizada) e deixamos o julgamento com o leitor. A janela de portões fechados é aproximada; o retorno do público foi escalonado por estado.