Todo levantamento que confirma o que o público quer ouvir deveria ser obrigado a passar por isto. Montamos um tribunal interno com três agentes de IA independentes: um promotor instruído a agir como torcedor conspiracionista — vasculhar nossos dados com liberdade total e encontrar QUALQUER anomalia que sugerisse ação deliberada — e dois verificadores céticos, encarregados de refazer do zero cada achado do promotor e derrubar o que não parasse em pé.
O promotor voltou com seis acusações. Eis o placar.
O melhor achado não foi uma anomalia. Foi um bug — nosso
Procurando clubes tratados de forma diferente, o promotor encontrou três que apareciam com "árbitro desconhecido" em 100% dos jogos: América-MG, Athletico-PR e Botafogo-RJ. Não era conspiração — era um travessão. A base de árbitros grafava esses nomes com traço tipográfico (–) em vez de hífen, nossa normalização descartava o caractere, e 754 partidas ficaram invisíveis em todo cruzamento por árbitro. O verificador, refazendo a correção, achou um segundo bug: jogos de janeiro pertencem à temporada anterior, e 69 partidas buscavam o árbitro no ano errado.
Os dois erros foram corrigidos antes de qualquer número ir ao ar, com o impacto medido (≈ zero nos resultados já publicados — o desenho do modelo absorvia o problema — e cobertura de árbitro corrigida de 76,8% para 100% em tudo o que veio depois). Erro que escapar e chegar ao site publicado vira registro público na página de Erratas.
Como funcionou · o porão
Desenho: três agentes independentes, sem acesso às conclusões uns dos outros na fase de busca. O promotor recebeu a base completa e a instrução de maximizar anomalias; os verificadores reproduziram cada achado do zero, a partir dos dados brutos, com nulos permutacionais próprios e correção por comparações múltiplas (o promotor rodou dezenas de testes — a correção é obrigatória).
Critério de publicação: só entra o que os dois verificadores reproduziram de forma independente.
Baixe: scripts do promotor e dos verificadores (zip) · hash SHA-256 publicado.
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