# VEREDITO — ESTUDO VASCO, RODADA 3 (cinco frentes novas)
**Leis & Impérios · 14/08/2026 · 5 agentes Opus · C1 pênaltis/vermelhos · C2 relógio · C3 escala · C4 momentos decisivos · C5 era 2003-2014**
*Soma-se às rodadas 1-2 (12 agentes). Padrão ≠ intenção em tudo; espaços de busca declarados (31-40 testes por frente).*

## O QUE MUDA O QUADRO

**1 · 2025 desmonta a leitura "o rival do Vasco leva menos cartão" (C5-A3 — o achado mais importante da rodada).**
Duas fontes independentes e nunca usadas (CBF-json 2025 completo + SofaScore): a assimetria intra-partida de 2025 é **exatamente 1,000** (75×71 amarelos, p=1,0) — e o lado PRÓPRIO caiu junto com o rival (−19,2% e −21,1%). A partida do Vasco em 2025 é simplesmente a de menos cartão do campeonato (3,84 vs 4,98 amarelos/jogo, 1º/20). **Quem publicar "o rival leva menos" tem de publicar que o Vasco também leva.** É a assinatura de fator de partida, não de tratamento — agora nas duas direções e em duas fontes.

**2 · A composição de escala explica 0% — e a incerteza dos dados faltantes era menor do que se disse (C3).**
Propensão disciplinar dos árbitros estimada FORA dos jogos do Vasco: τ²=0, contribuição zero (sinal até contrário: escalados marginalmente mais cartoleiros). As 4 partidas sem cartões foram identificadas (2025-26, 4 árbitros, times distintos) e a assinatura é de FALHA DE LOTE do feed (pares de partidas ausentes na agenda do mesmo árbitro, uma com e uma sem o Vasco; p=0,009) — não específica do clube. Correção ao veredito R2: sob imputação múltipla o efeito move 1,0 p.p. (não 3,5): −24,0% → −23,0% (z −3,8). Só um cenário absurdo (8 amarelos/jogo imputados) o mata.

**3 · O excesso de amarelo de 2015-19 era CARTÃO BARATO (C1+C4 — restringe o R1).**
Discriminante inédito: o +33% de conversão falta→amarelo NUNCA virou expulsão. Segundo amarelo do Vasco: 21 obs × 21 esperado pela liga = **exatamente zero excesso**; o elo amarelo→2ºAM→ponto, que existe na liga (r=0,48), está cortado no Vasco (3º resíduo mais negativo de 29; p=0,042 sem sobreviver a Bonferroni). Leitura honesta do R1: excesso de cartão de gestão/baixa gravidade, não da punição que decide jogo. Enfraquece "prejuízo material", fortalece "assimetria de critério em cartão leve".

**4 · O relógio aparece na era B — mas não aguenta o próprio peso (C2).**
Na mesma partida, o 1º amarelo do Vasco sai **10,8 min antes** do que o do rival (2020-24, z −3,3, 1º/23, nulo de permutação bem calibrado). Porém: era 2015-19 nula (ortogonal ao R1), efeito carregado por 2020 (sem 2020: p=0,15), sem dado de minuto para replicar em 2025-26. Status: hipótese pré-registrável, não achado. E a "compensação sequencial" foi refutada NA DIREÇÃO CONTRÁRIA: o árbitro alterna cartões nos jogos do Vasco MAIS que o nulo (z +1,6).

**5 · As margens e os momentos (C4) — a aritmética que a torcida sente, com o resultado que ela não espera.**
O Vasco caiu 4 vezes por 12 pontos somados (2008: 5, 2013: 3, 2015: 3, 2020: 1). Mas nos ANOS DE QUEDA mensuráveis, nada medido foi contra: 2020 teve acréscimos +2,95 pts A FAVOR; o saldo de pontos em 90+ da história é +0,10 (centro exato da liga). 2015 é a exceção real: a temporada de vermelhos mais extrema das 220 do recorte (14×5,5) — que a calibração reduz a p=0,26 no máximo e a "teto combinado 4-5 pts" com dupla contagem declarada. E 2013: **a virada de mesa não moveu o Vasco** — em campo ele era 18º, 2 pontos abaixo do Fluminense; o caso administrativo trocou Portuguesa×Fluminense, não a posição do Vasco.

**6 · Pênaltis: o Vasco está no bolo — do lado bom (C1).**
Saldo esperado pelo próprio ataque: −8,4; observado: +1 (≈9 pênaltis acima do previsto). O 2017 de zero pênaltis é acaso (5º min-p entre 29 clubes; Bonferroni p=0,30). Vermelhos: excesso simétrico (partidas quentes 2015-18, os dois lados +85%, morto desde 2019). Custo total em pontos dos eventos discricionários: **+0,91 pt/temporada A FAVOR, IC [−0,79; +2,56]** — nulo-positivo.

## A ERA PERDIDA NÃO EXISTE (C5-A1)
2003-2013: campos presentes e 100% vazios em todas as fontes (4.606 partidas, 400 do Vasco, zero cartões). A série 9/9 NÃO retrocede; "sempre foi assim" e "começou em 2015" são hoje não-falsificáveis. Reabrir = projeto de coleta de súmulas em PDF, não de análise.

## SÍNTESE DAS TRÊS RODADAS (17 agentes)
O que sobrevive: (a) 2015-2019, assimetria intra-partida de conversão falta→amarelo, 1º da liga, sem explicação inocente testada que baste — mas composta de cartão barato, sem eco em expulsão, pênalti ou ponto, e morta há seis temporadas; (b) a persistência descritiva do lado rival — que 2025 ressignifica como "jogo do Vasco tem menos cartão para os DOIS lados"; (c) as erratas e correções de método (índice líquido, 2021 fantasma, dados faltantes). O que não há, em nenhuma rodada: efeito direcional contra o Vasco que sobreviva a calibração na era atual, custo material em pontos, concentração em árbitro, ou dedo na escala.
**Frase-teto atualizada:** "No fim da década passada o Vasco levava um terço a mais de cartão do que as próprias faltas explicavam — o maior desvio do país, ainda sem explicação boa, e sem efeito medível em expulsões ou pontos. Hoje, o que existe é o oposto de um cerco: o jogo do Vasco é o que tem menos cartão no Brasil, para os dois lados."
