# VEREDITO CONSOLIDADO — ESTUDO VASCO, RODADA 2
**Leis & Impérios · 14/08/2026 · 12 agentes Opus: 8 investigadores (A1–A8) + 2 verificadores (V1 cético, V2 explicações inocentes) + 2 auditores anti-viés (B1 simetria, B2 inexplicado)**
**Dados: CBF 2015–2023 (clube-partida, faltas/cartões; cartões com minuto e atleta) · SofaScore 2024–26 (com árbitro nominal) · relatórios completos em /out (14 arquivos)**

## O QUE FICOU DE PÉ (com as duas leituras, quando os verificadores divergem)

**R1 · A assimetria dentro da própria partida, 2015–2019 — o achado mais forte do projeto, e o mais disputado.**
Com o mesmo árbitro, na mesma partida, ajustando pela razão de faltas: os amarelos couberam ao Vasco em proporção **1,33× a esperada (+33,2%, z +3,9)**, sendo que o Vasco cometia **menos** faltas que o adversário (−8,8%, z −3,9). Elimina árbitro, data, estádio e contexto por construção.
- V2: sobrevive a TODAS as nove explicações inocentes testadas (força 2%, estilo ≤4%, promoção 0%, descanso 0%, mando 0%, estado de jogo não o origina); calibrado entre clubes z*=+2,41, Bonferroni p=0,0025.
- V1: reproduz o número exato, mas contesta a calibração — como máximo de 27 clubes, P(máx≥z*)≈0,38; e nota que o desenho intra-partida é formalmente o índice líquido (não separa "Vasco levou mais" de "rival levou menos").
- **Divergência declarada e não resolvida.** O que ninguém contesta: o número é real, é o 1º de 27 clubes, morreu por volta de 2020, e a composição de gravidade das faltas (não observável em nenhuma base) segue como explicação inocente suficiente e infalsificável.

**R2 · Adversários cometem +9,2% mais faltas contra o Vasco (2015–23, z +4,9, p<1e-4).**
O achado mais significativo e o menos acusatório. Estilo (posse+chutes) explica ~13%; sobra ~+8% sem explicação medida. "O adversário fez mais falta" é fato sobre o adversário; a explicação inocente natural (o jogo do Vasco provocava falta) é plausível e não falsificável com esta base. Consequência material: o famoso "−11% do rival" de 2015-23 era efeito de DENOMINADOR (rival não levava menos cartão; fazia mais falta sem cartão a mais). ~23% dele é mecânico (elasticidade cartão-falta = 0,68, não 1).

**R3 · Era 2024–26: o rival do Vasco leva menos cartão — real em magnitude, frágil como inferência.**
Após árbitro, força, ano-de-subida e desfecho: **−15,4% (p=0,019)**. Robusto a LOSO em sinal (até sem 2024: p=0,022 — corrige quem atribuía tudo a 2024), a NB, a cluster alternativo. MAS: simétrico entre os dois lados da partida (assinatura de fator de partida, não de tratamento); calibrado entre clubes p≈0,06–0,07; maxT p=0,094 na especificação original e p=0,0499 com árbitros raros agrupados (a escolha de especificação decide — B1); decrescente (−28% → −21% → −15%) com regressão à média prevendo mais encolhimento; e 4 dos 13 jogos sem cartões registrados no SofaScore são do Vasco (p=0,028) — incerteza de dado que move ~3,5 p.p.

**R4 · Persistência: 9 de 9 temporadas com rival abaixo da média (2015→2026).**
B2: permutação maxT p=0,016 (única barreira maxT vencida no projeto); placebo do lado próprio limpo (p=0,95). V1: em 21 clubes-placebo, 3 têm série de sinal único; sob BH, q=0,082. V2: a persistência é de um quociente cuja COMPOSIÇÃO inverteu (era A: denominador/assimetria; era B: nível da partida) — "fenômeno único" é falso.

## O QUE MORREU (mesmo destaque)
- "+13% de cartão próprio": fenômeno datado 2015–2019 (quebra confirmada em 3 especificações), já morto antes da validação do Estudo 3 — a H9 falhou porque testou algo que não existia mais.
- "O fenômeno acabou em 2019–21" (documento antigo) e "acabou" (editor desta casa, 13/08): ambos errados por agregação. São TRÊS componentes com cronologias distintas; o lado rival nunca quebrou.
- Corinthians como normalizador: estruturas OPOSTAS em 4 de 5 dimensões (60% volume vs 82% conversão; lado favorável vs desfavorável intra-partida). Dois fenômenos. E o do Corinthians (+41,9%, z +7,0, passa Bonferroni e maxT) tem explicação inocente coerente — e nunca tinha sido auditado.
- Todas as demais inocentes: São Januário 0%, calendário 0%, recém-subido ~0% em cartão, time fraco 2% (era A) e piora o resíduo (era B), troca de fonte falsa para cartão (CBF e SofaScore dão −30,5% e −30,9% em 2024).

## VIÉS DE APLICAÇÃO (B1) — reconhecido
Quatro decisões defensáveis caíram todas contra o Vasco no A2: especificação de árbitro (custa 0,45 z ao Vasco, 0,1 ao Corinthians, decide o maxT); corte de clubes inconsistente (p 0,021 vs 0,056); ranking por |z| (premia faltas; por magnitude o Vasco é 4º/96, não 15º); e o "teste que mata" (RE) é impassável para QUALQUER clube — reprova até z=+7,5 — e só foi rodado no Vasco. Cinco passagens de vocabulário assimétrico documentadas. A conclusão final do A2 segue defensável; o retrato de rigor comparado, não.

## CORREÇÕES OBRIGATÓRIAS ANTES DE QUALQUER PUBLICAÇÃO
1. **Errata E-01 (índice líquido)**: confirmada analiticamente (ρ=0,188; sd nulo de D=1,27). O índice tem poder ZERO contra toda uma direção do espaço e cancelou dois efeitos significativos. Vasco 2024-26: de "meio de tabela" para o topo da lista descritiva. Texto pronto no A7. Regra editorial nova: nenhum ranking por diferença de dois z sem mostrar os dois z.
2. **A2 §7**: tabela com Vasco em 2021 (Série B) — contaminação de calendário; valor correto −10,4% (p=0,007). Derruba a frase "o achado 2024-26 não tem lastro".
3. **Declarar**: CBF-estatísticas 2024 100% zerada (2024 recuperado via cartoes.csv); SofaScore sem vermelhos utilizáveis (76% nulos ≠ zeros); ausências de cartões não aleatórias em relação ao Vasco.

## FRASE-TETO (o máximo que o site pode afirmar)
"Entre 2015 e 2019, dentro das mesmas partidas e com o mesmo árbitro, os cartões couberam ao Vasco em proporção um terço acima da esperada pelas faltas — o maior desvio do campeonato, sem explicação nas nove hipóteses inocentes que testamos, e não replicável desde 2020. Na era atual, os adversários do Vasco levam menos cartão do que a média com o mesmo perfil de árbitro e oponente; é o segundo maior desvio da era (o maior é a favor do Corinthians), está encolhendo ano a ano, e não sobrevive a todas as correções de rigor. Nada disso mede intenção; parte pode ser gravidade de falta, que nenhum dado público registra."

## PRÓXIMO PASSO HONESTO
Pré-registrar AGORA (Estudo 8): o efeito-rival do Vasco na era atual, com hipótese direcional, especificação única fixada (árbitros raros agrupados, imputação declarada), aplicado ao restante de 2026 e a 2027. Se é real, aparece; se é regressão à média, some. É o único teste que fecha a disputa V1×V2 — e vale rodar o gêmeo no Corinthians.
